terça-feira, 30 de março de 2010
RZO
Biografia
RZO também teve sua origem na periferia da zona Oeste, no distrito de Pirituba, três paradas a partir da mesma Barra Funda pela linha A, e veio com um som que era com certeza influenciado pela postura e balanço dos Racionais (notadamente no som Paz Interior). Além disso, com Mano Brown & cia. o RZO admitia admiração pelo rap estadunidense – neste caso, a principal fonte era a organização sonora nova iorquina Wu-Tang Clan. Como os estadunidenses o grupo incluía muita gente, cada qual com suas levadas próprias, cada um encarnado num personagem. Como os estadunidenses, o grupo serviu de escola e plataforma para muitos outros grupos e artistas, como Sabotage, cuja carreira meteórica terminou com seu assassinato em 2003. Segundo Tom, do Função RHK, o grupo “abriu as portas da Z/O. O RZO deu a oportunidade pra vários manos colarem e assistirem aos ensaios deles, pra vários manos colando em shows, tipo igual eu, o DBS, o próprio Sabotage, e ali foi uma escola, porque você ensaiar com menino Helião e Sandrão, os cara são foda, os caras tem uma fórmula ‘monstra’ do rap.”
O balanço da Rapaziada da Zona Oeste rap abriu um universo amplo de composição, com canções sobre trânsito, boemia ou até mesmo sobre chuva. As letras mantinham a perspectiva de orgulho favelado, mas fugiam das narrativas lineares dos discursos ou contos, eram muito parecidas com fluxos de consciência, entremeadas por gírias e onomatopéias, muita cantoria masculina e feminina e uma profusão de estrofes repetidas como pequenos refrões. Importante também é que o RZO fazia isso sob a perspectiva boêmia, dos Loucos. Dos periféricos orgulhosos, que curtem as baladas nas biroscas e na rua, e chapam sempre prezando o respeito, a consideração - uma versão hip hop dos malucos beleza, contra cultura total. Essa figura pode soar caricata se você nunca foi botequeiro, mas aí eu só lamento. O espírito está retratado nas incontáveis colaborações com outros artistas e nos dois discos do grupo, Todos São Manos (1999), lançado pelo selo dos Racionais Mc’s, e Evolução é Uma Coisa (2003), que saiu pelo Festa Brava, selo próprio, com distribuição da TNT Records. É desse disco que vêm os versos: “é no barraco do Fumaça vários mano ali com nóis / escutando um Jorge Ben, um Wu-Tang Clan, um Racionais / doido demais, cachaça rola, quando não baseado, alucinado saco de cola / não me envergonho, quem me conhece prova, eu não escondo / pois eu acho assim, minha vivência trouxe ponto e vou além também /mas não muito pois pressinto a lei / respeito, aprendi com os mais velhos do peito no ganha pão / colei com Véio Badu, picadilha de responsa é sem flagrante, assim que é” (Rolê na Vila). Do universo coletivo do RZO, onde levadas vocais diferentes das encontradas no cenário nacional são de importância vital, vem o termo constante nas rimas e importante pra equação que tento montar aqui: bom som. Muito ainda deve ser falado sobre o RZO, que após uma breve pausa voltam a por em prática a fórmula “monstra” de fazer rap. Fiquem ligados para o novo trabalho do RZO. Vale conferir os trabalhos solos do Sandrão, do DJ CIA, do Helião e da Negra Li. Vale tambem procurar pelo “Bang Loko” com Mano Brown, Ice Blue, Helião e Sandrão.
Morte de rapper pode ter sido motivada por dívida de drogas
A Polícia investiga se o rapper Cláudio Márcio de Souza Santos, de 37 anos, mais conhecido como Speed, teria sido assassinado por ter dívidas com traficantes de drogas, segundo informações do EGO.
O corpo de Speed e de outro homem, ainda não identificado, foram encontrados na madrugada de sexta-feira (26), com várias marcas de tiros, em um valão da Rua Capitão Evangelista, em Niterói, Região Metropolitana do Rio.
'Segundo moradores da região, o rapper tinha envolvimento com drogas. Ainda não sabermos se a outra vítima também era viciada, mas o local onde os corpos foram encontrados é usado por traficante para se desfazer de vítimas”, disse o delegado Luiz Antônio Businaro, titular da 76ª DP (Niterói). De acordo com o delegado, o local onde teria ocorrido a execução fica ao lado do 12º BPM (Niterói) e próximo à favela do Sabão.
Laudo da perícia sai em 15 diasA polícia ainda não sabe quantos tiros atingiram as vítimas. De acordo com Businaro, o laudo da perícia sai em 15 dias. O delegado afirmou que se as investigações apontarem os traficantes como suspeitos, todos serão indiciados por homicídio, inclusive os que já estão presos.
“Ninguém é morto por dívida com drogas sem o conhecimento dos chefes”, afirmou o delegado. A polícia está refazendo os últimos passados do rapper para saber o que levou o cantor até a localidade dominada pelo tráfico. Até a manhã desta segunda-feira (29), ninguém havia sido preso.
Sepultado no sábadoO corpo do rapper foi sepultado na tarde de sábado (27), no cemitério de Maruí, no Barreto, em Niterói. Familiares do músico, muito abalados, não quiseram comentar o caso. B Negão e Gustavo Black Alien, entre outros amigos de Speed, estiveram no velório.
'Eu era comissário de bordo, larguei meu emprego, há 17 anos, para viver da música por causa dele (o Speed). Eu estava aprendendo música com ele, que sempre me ensinou', disse, emocionado, o rapper Black Alien, ex-integrante do Planet Hemp.
Show canceladoO amigo e também músico Tigrão contou que ele e Speed tinham um show marcado para a noite de sábado na boate Fosfobox, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. De acordo com Tigrão, o show foi cancelado.
Tigrão foi uma das últimas pessoas a estarem com Speed. Ele contou que os dois estavam na Cantareira, em São Domingos, em Niterói, na noite de quinta-feira (25). Já de madrugada, às 2h de sexta (26), Tigrão decidiu ir embora, mas Speed continuou no local. Depois disso, o amigo só foi saber notícias do rapper no sábado.
'A gente suspeita que foram os traficantes que mataram, porque confundiram ele com a polícia. Foi uma covardia', desabafou Tigrão, que também era vizinho de Speed.
Dj Castro, outro aprendiz do rapper morto, chorou ao falar do amigo. 'Vou sentir muita falta desse cara, o principal responsável pelo hip hop em Niterói. Comecei minha carreira com ele. Tinha um talento fenomenal, um coração enorme. É uma perda infinita', lamentou.
O também músico e DJ Gilbert Silva estava inconformado. 'Ele era super bem-humorado, inteligente, é tudo muito esquisito', disse ele.
Músico já gravou com famososSpeed, ou Speedfreaks (gíria em inglês para viciados em anfetamina), começou no rap ao lado de Black Alien, produzindo faixas com influências de reggae e rimas aceleradas. O rapper já gravou com Marcelo D2 e Fernanda Abreu, e recentemente trabalhava em parcerias com De Leve.
No microblog Twitter, amigos do músico expressam mensagens de carinho. “Estou muito triste! O Brasil perde mais um músico genial por conta da violência urbana. Descanse em paz, Speed. Sua vida foi muito intensa”, escreveu o produtor musical Daniel Ganjaman.
O corpo de Speed e de outro homem, ainda não identificado, foram encontrados na madrugada de sexta-feira (26), com várias marcas de tiros, em um valão da Rua Capitão Evangelista, em Niterói, Região Metropolitana do Rio.
'Segundo moradores da região, o rapper tinha envolvimento com drogas. Ainda não sabermos se a outra vítima também era viciada, mas o local onde os corpos foram encontrados é usado por traficante para se desfazer de vítimas”, disse o delegado Luiz Antônio Businaro, titular da 76ª DP (Niterói). De acordo com o delegado, o local onde teria ocorrido a execução fica ao lado do 12º BPM (Niterói) e próximo à favela do Sabão.
Rapper Speed, 37 anos, foi um dos precursores do rap no Brasil
Laudo da perícia sai em 15 diasA polícia ainda não sabe quantos tiros atingiram as vítimas. De acordo com Businaro, o laudo da perícia sai em 15 dias. O delegado afirmou que se as investigações apontarem os traficantes como suspeitos, todos serão indiciados por homicídio, inclusive os que já estão presos.
“Ninguém é morto por dívida com drogas sem o conhecimento dos chefes”, afirmou o delegado. A polícia está refazendo os últimos passados do rapper para saber o que levou o cantor até a localidade dominada pelo tráfico. Até a manhã desta segunda-feira (29), ninguém havia sido preso.
Sepultado no sábadoO corpo do rapper foi sepultado na tarde de sábado (27), no cemitério de Maruí, no Barreto, em Niterói. Familiares do músico, muito abalados, não quiseram comentar o caso. B Negão e Gustavo Black Alien, entre outros amigos de Speed, estiveram no velório.
'Eu era comissário de bordo, larguei meu emprego, há 17 anos, para viver da música por causa dele (o Speed). Eu estava aprendendo música com ele, que sempre me ensinou', disse, emocionado, o rapper Black Alien, ex-integrante do Planet Hemp.
Show canceladoO amigo e também músico Tigrão contou que ele e Speed tinham um show marcado para a noite de sábado na boate Fosfobox, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. De acordo com Tigrão, o show foi cancelado.
Tigrão foi uma das últimas pessoas a estarem com Speed. Ele contou que os dois estavam na Cantareira, em São Domingos, em Niterói, na noite de quinta-feira (25). Já de madrugada, às 2h de sexta (26), Tigrão decidiu ir embora, mas Speed continuou no local. Depois disso, o amigo só foi saber notícias do rapper no sábado.
'A gente suspeita que foram os traficantes que mataram, porque confundiram ele com a polícia. Foi uma covardia', desabafou Tigrão, que também era vizinho de Speed.
Dj Castro, outro aprendiz do rapper morto, chorou ao falar do amigo. 'Vou sentir muita falta desse cara, o principal responsável pelo hip hop em Niterói. Comecei minha carreira com ele. Tinha um talento fenomenal, um coração enorme. É uma perda infinita', lamentou.
O também músico e DJ Gilbert Silva estava inconformado. 'Ele era super bem-humorado, inteligente, é tudo muito esquisito', disse ele.
Músico já gravou com famososSpeed, ou Speedfreaks (gíria em inglês para viciados em anfetamina), começou no rap ao lado de Black Alien, produzindo faixas com influências de reggae e rimas aceleradas. O rapper já gravou com Marcelo D2 e Fernanda Abreu, e recentemente trabalhava em parcerias com De Leve.
No microblog Twitter, amigos do músico expressam mensagens de carinho. “Estou muito triste! O Brasil perde mais um músico genial por conta da violência urbana. Descanse em paz, Speed. Sua vida foi muito intensa”, escreveu o produtor musical Daniel Ganjaman.
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