terça-feira, 6 de abril de 2010
KAMAU
Matemático, Skatista profissional e MC. Esse é Marcus Vinicius Silva, mais conhecido como Kamau, diretamente do bairro Tucuruvi, Zona Norte de São Paulo. Começou a rimar em 1997, no grupo Consequência, junto com Sagat e DJ Ajamu, logo o grupo teve reconhecimento de outros artistas e principalmente do público. Eles lançaram apenas um EP, em 2002, chamado “Prólogo”, o que aumentou o reconhecimento de Kamau dentro do rap, por ser um MC muito versátil e pela sua capacidade de improvisar.
Kamau fez muitas participações com diversos artistas, como Thaide & DJ Hum, SP Funk, KL Jay, Instituto e Academia Brasileira de Rima, no qual era um integrante do grupo.
Depois de vários projetos, em 2005 Kamau lança uma Mix-Tape “Sinopse”, mixada pelo DJ Willian, que contém a música “Poesia de Concreto”, que ganhou reconhecimento somente em 2008, quando ganhou o Prêmio Hutuz de melhor música. Essa música também pode ser encontrada no álbum “Selo Instituto na Coleta Seletiva” em versão ao vivo.
Também em 2008 Kamau lança seu primeiro álbum solo “NON DUCOR DUCO”, frase tirada do brasão da cidade de São Paulo que traduzido quer dizer “Não Sou Conduzido, Conduzo”. O álbum recebeu ótimas críticas e muitos especialistas dizem que é o melhor álbum de rap nacional de 2008.
Para conhecer um pouco mais sobre as rimas de Kamau e suas participações:
2000 – Assim Caminha a Humanidade (Thaide & DJ Hum)
2001 – KL Jay na Batida vol. 3 (KL Jay)
2001 – O Lado B do HIP HOP (SP Funk)
2002 – Prólogo (Consequência)
2004 – Raciocínio Quebrado (Parteum)
2005 – Piratão (5º Andar)
2005 – Selo Instituto na Coleta Seletiva (Instituto)
2005 – Sinopse (Kamau)
2006 – Escuta Aí (Simples)
2008 – Non Ducor Duco (Kamau)
2008 – Rotação 33 (KL Jay)
Fonte: http://www.lastfm.com.br/music/Kamau/+wiki
domingo, 4 de abril de 2010
CABAL
Cabal conheceu a cultura hip hop ainda criança, aos oito anos, nas ruas de Nova York, onde morou por dois anos com a mãe, a arquiteta e produtora Priscila Pfromm, falecida em 2006. Antes de se dedicar exclusivamente à música, o rapper terminou o colegial nos Estados Unidos, desta vez em Washington, voltou para o Brasil e foi vendedor de consórcios de automóveis e estagiário do Citibank. "Comecei a fazer shows, dormir tarde e perdia a hora do trabalho", lembra. O ultimato do gerente do banco não demorou, a música ou o emprego. Apoiado pela família, Cabal escolheu as rimas.
Cabal sempre quis popularizar o hip hop com sucessos de massa. Para isso, aposta em mensagens positivas. "Não é todo mundo que quer escutar algo como "minha mãe está chorando" ou "vou assaltar um banco", diz. Conta, ainda, com parcerias inusitadas. O cantor Xororó, sempre que quer brincar com o rapper, diz: "É nóis na fita, mano!". Cabal afirma que nasceu uma amizade sincera entre ele e Xororó e vê uma essência parecida entre rap e música sertaneja. "A música sertaneja começou com a moda de viola, o cara do interior contando os ‘causos’ dele. O rap também é um pouco isso, um cara contando o cotidiano dele na cidade, na periferia."
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Historia Nelson Triunfo
Em 1971, aos 16 anos, Nelson foi estudar e trabalhar em Paulo Afonso, na Bahia onde começou sua militância na dança no Brasil. Logo depois continuou sua carreira se mudando para Brasília DF, São Paulo e Rio onde participou das principais equipes de som do meado dos anos 70, em 77 foi morar definitivamente em São Paulo com dois irmãos que já moravam antes. Freqüentou bailes: como Chic Show, black mad e outras equipes do gênero, foi ai que formou seu primeiro grupo de dança, Black Soul Brothers em 77, e no mesmo ano mudou o nome para “Nelson Triunfo e o Grupo Funk & Cia”. Este grupo foi formado com os melhores dançarinos da época dos bailes blacks de São Paulo, os mesmos eram escolhidos nas tradicionais rodas de soul. A partir daí, ninguém segurava mais Nelsão (Nelson Triunfo). No inicio dos anos 80 Nelson Triunfo ousava mais uma vez; e começou a fazer apresentações com o funk & Cia na esquina das ruas Dom José Gaspar com a 24 de Maio no Centro de São Paulo. Iniciando assim a cultura hip hop no Brasil numa época em que se fazer arte era desafiar o regime militar. O Funk & Cia ousava e inovava a cada roda que era aberta para os jovens executarem seus passos de Break (dança de rua), na época conhecida pela mídia como Break Dance. A rua 24 de Maio Tornou-se o primeiro ponto de encontro dos Dançarinos de Rua do Brasil. Neste local já dava sinal os quatro elementos da cultura hip hop que são: O DJ (disk jóquei) o produtor do som;O MC (mestre de cerimônia) o cantor de Rap; O B.Boy (o dançarino) da dança de rua;O Grafiteiro (o desenhista) o artista plástico. Em 1985 os dançarinos saem das ruas para estação São Bento do metrô, onde se transformou por vários anos no point nacional da cultura Hip Hop.Nelson triunfo ajudou a erguer os pilares desse movimento cultural, tornando-se o ícone da cultura Hip Hop no Brasil.Com incontáveis trabalhos realizados em diversos setores da sociedade Nelson Triunfo também é um dos pioneiros dos trabalhos sociais com jovens periféricos, em parcerias com Governos Federais, Estaduais, Municipais, Ongs e Comunidades. Nelson Triunfo, atualmente desenvolve oficinas culturais de Hip Hop nas escolas e centros culturais em vários lugares inclusive na cidade de Diadema onde atua como assessor de cultura do hip hop. Cronologia Profissional - È um dos Pioneiros do Movimento Black Music no Brasil desde do inicio dos anos 70. - Em meio á década de 70, fundou o Grupo Funk & Cia que, ganhou vários troféus e prêmios como o melhor da Dança Black Soul do Brasil. - No inicio dos anos 80 o Grupo realizou um fato inédito, foi o primeiro Grupo neste estilo de dança a excursionar pelo País divulgando seu gênero. - Nelson Triunfo e o Grupo Funk & Cia, foram também os Pioneiros da introdução do Movimento Cultural Hip Hop no País, no início dos anos 80. - Participou de Shows com vários artistas como: Gilberto Gil, Jimmy Cliff,Toni,Tornado ,Sandra de Sá,Thaide e Dj Hum,Funk Como LêGusta,Gerson King Combo,James Brown,Kool Moe Dee ,Tim Maia entre outros. - Também em 1984 participou da abertura da novela das 20:00 da Rede Globo”Partido Alto” dançando break e samba com seu grupo Funk & Cia. - Participou de filmes nacionais como:”A marvada Carne”,Ori,Uma onda no ar e projetos de Curta metragem com jovens cineastas da USP. - Participou de vários programas na TV como dançarino,músico e palestrante como:Jô Soares,Globo Repórter , Fantástico , Planeta Xuxa entre outros. - Participou de vários vídeo clips,entre eles Thaide e Dj Hum Jingaboo,mutirô e o clip Sr. Tempo bom, que foi considerado o melhor vídeo clip do ano de 1997 também premiado pela MTV. - Promove uma parceria constante com toda Rede Sesc no Brasil. - È um dos Pioneiros das oficinas culturais com jovens periféricos na cultura Hip Hop e outras linguagens no Brasil, desde do final dos anos 80. - É um dos Fundadores da Casa do Hip Hop na cidade de Diadema,tida como principal referência da Cultura Hop Hop e trabalhos sociais no Brasil. - Constantemente é convidado para fazer palestras para professores e jovens da Rede pública, Universidades e Ongs por todo território nacional - Em 2006, Nelson Triunfo foi convidado pelo Mistério da cultura para abrir a Copa das culturas do Mundo na Alemanha na Cidade de Berlin - Participou da peça de teatro de Brecht com diretor alemão Castorf que excursionou pelo Brasil Nelson Triunfo foi único ator Brasileiro da que participou como convidado - Já ganhou 3 prêmios em São Paulo como o melhor líder comunitário do ano e também com personalidade do ano. - NELSON TRIUNFO foi convidado com seu grupo para representar o Brasil na Alemanha em junho de 2006 na Copa das Culturas do Mundo as vésperas da Copa de 2006 onde todos os Paises que iriam participar da Copa seriam representados por seus grupos culturais e suas diversidades. - No ano de 2007 Nelson Triunfo foi convidado para participar em Berlim de um grupo importantíssimo te Teatro do Mundo o “Volks Bounce”. - Em outubro de 2007 o ministro Gilberto Gil para ser curador do evento Rap & Rep em Campina Grande – Paraíba.
Contatos: (0xx11) 9793 5671 - 2642 0662 nelsontriunfo@hotmail.com
Fonte: http://nelsontriunfo.blogspot.com/
Marcelo D2
Nome: Macelo D2
Nascimento: 05/11/1967
Origem: Rio de Janeiro / Rio de Janeiro - Brazil
Nascido em São Cristóvão e criado em Maria da Graça e Andaraí, Marcelo D2 sempre gostou de samba, funk e black music. Foi vendedor de móveis, camelô e entrou para o showbizz graças ao incentivo de um amigo que hoje já se foi. Suas letras endiabradas traduziam com exatidão o pensamento de Skunk, atiçando sua voz. A dupla era perfeita até que o parceiro exagerou na dose e se foi prematuramente.
A perda do amigo em junho de 94 marcou profundamente a vida e a carreira de D2, que criou o selo Positivo para ajudar no tratamento de crianças portadoras do vírus HIV. Skunk era o vocalista do Planet Hemp no início desta década. Mesmo com uma verdadeira legião de fãs, a banda circulava apenas no circuito alternativo carioca.
Skunk suou a camisa em shows em todos os lugares possíveis e inimagináveis, mas não viu a dimensão que o Planet ganhou. O CD "Usuário" (95) foi dedicado a ele e vendeu 300 mil cópias e o segundo, "Os Cães Ladram mas a Caravana não Pára" (97), ultrapassou o anterior em 50 mil unidades.
No álbum de estréia de sua carreira solo, Marcelo D2 mais uma vez deixa de lado apologias ou demagogias. Produzido pelo próprio D2, Zé Gonzales e Rodrigo Nantes, Eu Tiro é Onda (98) é quase sua biografia. Conta sua história em "1967", fala o que quer na faixa-título e diverte quem é bom da cabeça, sem preconceitos, com "Samba De Primeira".
Nem poderia ser diferente. Marcelo D2 passa de Lady Zu a Mestre André, apagando de uma vez a idéia de que quem gosta de hip hop não pode gostar de samba e vice-versa. Passando da Zona Norte à Zona Sul, da Leste à Oeste, o CD manda bem como passaporte e garante passe livre entre os ritmos às próximas gerações.
Fonte: MarceloD2.com.br
Racionais MC's
Um dos principais grupos de rap e hip hop brasileiros, surgiu no final da década de 80 na periferia de São Paulo com um discurso contra a opressão às populações marginalizadas nas grandes metrópoles brasileiras. A primeira gravação foi em 1988, na coletânea "Consciência Black". Dois anos depois, o primeiro disco solo, "Holocausto Urbano" levou o grupo a fazer uma série de shows pela Grande São Paulo, tornando-o mais conhecido. Em 1991 abriram para o show do grupo norte-americano Public Enemy, um dos pioneiros e mais famosos grupos de hip hop. A partir de 1992 os integrantes dos Racionais passaram a desenvolver um trabalho voltado para comunidades pobres da periferia, fazendo palestras em escolas sobre drogas e violência policial, racismo e outros temas. Combativos, em suas letras procuram passar uma postura até mesmo agressiva contra a submissão e a miséria, usando a linguagem da periferia, com gírias e expressões típicas. No final de 1994 um show no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, acabou em confusão e quebra-quebra quando os integrantes do grupo foram presos pela polícia sob acusação de incitação à violência. A violência policial é um dos temas mais constantes nas letras dos Racionais. O disco "Sobrevivendo no Inferno" levou o sucesso do grupo a um outro patamar, alcançando a marca das 500 mil cópias vendidas. No entanto, o conjunto adota uma postura dúbia em relação à mídia e à indústria fonográfica, que dizem ser parte do sistema que combatem. Algumas músicas dos Racionais são "Fim de Semana no Parque", "Pânico na Zona Sul"; Mulheres Vulgares", "Hey Boy", "Diário de um Detento", "Fórmula Mágica da Paz", "Homem na Estrada". A formação do grupo é com Mano Brown, Edy Rock, Ice Blue e Kl Jay.
terça-feira, 30 de março de 2010
RZO
Biografia
RZO também teve sua origem na periferia da zona Oeste, no distrito de Pirituba, três paradas a partir da mesma Barra Funda pela linha A, e veio com um som que era com certeza influenciado pela postura e balanço dos Racionais (notadamente no som Paz Interior). Além disso, com Mano Brown & cia. o RZO admitia admiração pelo rap estadunidense – neste caso, a principal fonte era a organização sonora nova iorquina Wu-Tang Clan. Como os estadunidenses o grupo incluía muita gente, cada qual com suas levadas próprias, cada um encarnado num personagem. Como os estadunidenses, o grupo serviu de escola e plataforma para muitos outros grupos e artistas, como Sabotage, cuja carreira meteórica terminou com seu assassinato em 2003. Segundo Tom, do Função RHK, o grupo “abriu as portas da Z/O. O RZO deu a oportunidade pra vários manos colarem e assistirem aos ensaios deles, pra vários manos colando em shows, tipo igual eu, o DBS, o próprio Sabotage, e ali foi uma escola, porque você ensaiar com menino Helião e Sandrão, os cara são foda, os caras tem uma fórmula ‘monstra’ do rap.”
O balanço da Rapaziada da Zona Oeste rap abriu um universo amplo de composição, com canções sobre trânsito, boemia ou até mesmo sobre chuva. As letras mantinham a perspectiva de orgulho favelado, mas fugiam das narrativas lineares dos discursos ou contos, eram muito parecidas com fluxos de consciência, entremeadas por gírias e onomatopéias, muita cantoria masculina e feminina e uma profusão de estrofes repetidas como pequenos refrões. Importante também é que o RZO fazia isso sob a perspectiva boêmia, dos Loucos. Dos periféricos orgulhosos, que curtem as baladas nas biroscas e na rua, e chapam sempre prezando o respeito, a consideração - uma versão hip hop dos malucos beleza, contra cultura total. Essa figura pode soar caricata se você nunca foi botequeiro, mas aí eu só lamento. O espírito está retratado nas incontáveis colaborações com outros artistas e nos dois discos do grupo, Todos São Manos (1999), lançado pelo selo dos Racionais Mc’s, e Evolução é Uma Coisa (2003), que saiu pelo Festa Brava, selo próprio, com distribuição da TNT Records. É desse disco que vêm os versos: “é no barraco do Fumaça vários mano ali com nóis / escutando um Jorge Ben, um Wu-Tang Clan, um Racionais / doido demais, cachaça rola, quando não baseado, alucinado saco de cola / não me envergonho, quem me conhece prova, eu não escondo / pois eu acho assim, minha vivência trouxe ponto e vou além também /mas não muito pois pressinto a lei / respeito, aprendi com os mais velhos do peito no ganha pão / colei com Véio Badu, picadilha de responsa é sem flagrante, assim que é” (Rolê na Vila). Do universo coletivo do RZO, onde levadas vocais diferentes das encontradas no cenário nacional são de importância vital, vem o termo constante nas rimas e importante pra equação que tento montar aqui: bom som. Muito ainda deve ser falado sobre o RZO, que após uma breve pausa voltam a por em prática a fórmula “monstra” de fazer rap. Fiquem ligados para o novo trabalho do RZO. Vale conferir os trabalhos solos do Sandrão, do DJ CIA, do Helião e da Negra Li. Vale tambem procurar pelo “Bang Loko” com Mano Brown, Ice Blue, Helião e Sandrão.
Morte de rapper pode ter sido motivada por dívida de drogas
A Polícia investiga se o rapper Cláudio Márcio de Souza Santos, de 37 anos, mais conhecido como Speed, teria sido assassinado por ter dívidas com traficantes de drogas, segundo informações do EGO.
O corpo de Speed e de outro homem, ainda não identificado, foram encontrados na madrugada de sexta-feira (26), com várias marcas de tiros, em um valão da Rua Capitão Evangelista, em Niterói, Região Metropolitana do Rio.
'Segundo moradores da região, o rapper tinha envolvimento com drogas. Ainda não sabermos se a outra vítima também era viciada, mas o local onde os corpos foram encontrados é usado por traficante para se desfazer de vítimas”, disse o delegado Luiz Antônio Businaro, titular da 76ª DP (Niterói). De acordo com o delegado, o local onde teria ocorrido a execução fica ao lado do 12º BPM (Niterói) e próximo à favela do Sabão.
Laudo da perícia sai em 15 diasA polícia ainda não sabe quantos tiros atingiram as vítimas. De acordo com Businaro, o laudo da perícia sai em 15 dias. O delegado afirmou que se as investigações apontarem os traficantes como suspeitos, todos serão indiciados por homicídio, inclusive os que já estão presos.
“Ninguém é morto por dívida com drogas sem o conhecimento dos chefes”, afirmou o delegado. A polícia está refazendo os últimos passados do rapper para saber o que levou o cantor até a localidade dominada pelo tráfico. Até a manhã desta segunda-feira (29), ninguém havia sido preso.
Sepultado no sábadoO corpo do rapper foi sepultado na tarde de sábado (27), no cemitério de Maruí, no Barreto, em Niterói. Familiares do músico, muito abalados, não quiseram comentar o caso. B Negão e Gustavo Black Alien, entre outros amigos de Speed, estiveram no velório.
'Eu era comissário de bordo, larguei meu emprego, há 17 anos, para viver da música por causa dele (o Speed). Eu estava aprendendo música com ele, que sempre me ensinou', disse, emocionado, o rapper Black Alien, ex-integrante do Planet Hemp.
Show canceladoO amigo e também músico Tigrão contou que ele e Speed tinham um show marcado para a noite de sábado na boate Fosfobox, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. De acordo com Tigrão, o show foi cancelado.
Tigrão foi uma das últimas pessoas a estarem com Speed. Ele contou que os dois estavam na Cantareira, em São Domingos, em Niterói, na noite de quinta-feira (25). Já de madrugada, às 2h de sexta (26), Tigrão decidiu ir embora, mas Speed continuou no local. Depois disso, o amigo só foi saber notícias do rapper no sábado.
'A gente suspeita que foram os traficantes que mataram, porque confundiram ele com a polícia. Foi uma covardia', desabafou Tigrão, que também era vizinho de Speed.
Dj Castro, outro aprendiz do rapper morto, chorou ao falar do amigo. 'Vou sentir muita falta desse cara, o principal responsável pelo hip hop em Niterói. Comecei minha carreira com ele. Tinha um talento fenomenal, um coração enorme. É uma perda infinita', lamentou.
O também músico e DJ Gilbert Silva estava inconformado. 'Ele era super bem-humorado, inteligente, é tudo muito esquisito', disse ele.
Músico já gravou com famososSpeed, ou Speedfreaks (gíria em inglês para viciados em anfetamina), começou no rap ao lado de Black Alien, produzindo faixas com influências de reggae e rimas aceleradas. O rapper já gravou com Marcelo D2 e Fernanda Abreu, e recentemente trabalhava em parcerias com De Leve.
No microblog Twitter, amigos do músico expressam mensagens de carinho. “Estou muito triste! O Brasil perde mais um músico genial por conta da violência urbana. Descanse em paz, Speed. Sua vida foi muito intensa”, escreveu o produtor musical Daniel Ganjaman.
O corpo de Speed e de outro homem, ainda não identificado, foram encontrados na madrugada de sexta-feira (26), com várias marcas de tiros, em um valão da Rua Capitão Evangelista, em Niterói, Região Metropolitana do Rio.
'Segundo moradores da região, o rapper tinha envolvimento com drogas. Ainda não sabermos se a outra vítima também era viciada, mas o local onde os corpos foram encontrados é usado por traficante para se desfazer de vítimas”, disse o delegado Luiz Antônio Businaro, titular da 76ª DP (Niterói). De acordo com o delegado, o local onde teria ocorrido a execução fica ao lado do 12º BPM (Niterói) e próximo à favela do Sabão.
Rapper Speed, 37 anos, foi um dos precursores do rap no Brasil
Laudo da perícia sai em 15 diasA polícia ainda não sabe quantos tiros atingiram as vítimas. De acordo com Businaro, o laudo da perícia sai em 15 dias. O delegado afirmou que se as investigações apontarem os traficantes como suspeitos, todos serão indiciados por homicídio, inclusive os que já estão presos.
“Ninguém é morto por dívida com drogas sem o conhecimento dos chefes”, afirmou o delegado. A polícia está refazendo os últimos passados do rapper para saber o que levou o cantor até a localidade dominada pelo tráfico. Até a manhã desta segunda-feira (29), ninguém havia sido preso.
Sepultado no sábadoO corpo do rapper foi sepultado na tarde de sábado (27), no cemitério de Maruí, no Barreto, em Niterói. Familiares do músico, muito abalados, não quiseram comentar o caso. B Negão e Gustavo Black Alien, entre outros amigos de Speed, estiveram no velório.
'Eu era comissário de bordo, larguei meu emprego, há 17 anos, para viver da música por causa dele (o Speed). Eu estava aprendendo música com ele, que sempre me ensinou', disse, emocionado, o rapper Black Alien, ex-integrante do Planet Hemp.
Show canceladoO amigo e também músico Tigrão contou que ele e Speed tinham um show marcado para a noite de sábado na boate Fosfobox, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. De acordo com Tigrão, o show foi cancelado.
Tigrão foi uma das últimas pessoas a estarem com Speed. Ele contou que os dois estavam na Cantareira, em São Domingos, em Niterói, na noite de quinta-feira (25). Já de madrugada, às 2h de sexta (26), Tigrão decidiu ir embora, mas Speed continuou no local. Depois disso, o amigo só foi saber notícias do rapper no sábado.
'A gente suspeita que foram os traficantes que mataram, porque confundiram ele com a polícia. Foi uma covardia', desabafou Tigrão, que também era vizinho de Speed.
Dj Castro, outro aprendiz do rapper morto, chorou ao falar do amigo. 'Vou sentir muita falta desse cara, o principal responsável pelo hip hop em Niterói. Comecei minha carreira com ele. Tinha um talento fenomenal, um coração enorme. É uma perda infinita', lamentou.
O também músico e DJ Gilbert Silva estava inconformado. 'Ele era super bem-humorado, inteligente, é tudo muito esquisito', disse ele.
Músico já gravou com famososSpeed, ou Speedfreaks (gíria em inglês para viciados em anfetamina), começou no rap ao lado de Black Alien, produzindo faixas com influências de reggae e rimas aceleradas. O rapper já gravou com Marcelo D2 e Fernanda Abreu, e recentemente trabalhava em parcerias com De Leve.
No microblog Twitter, amigos do músico expressam mensagens de carinho. “Estou muito triste! O Brasil perde mais um músico genial por conta da violência urbana. Descanse em paz, Speed. Sua vida foi muito intensa”, escreveu o produtor musical Daniel Ganjaman.
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